<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022</id><updated>2011-07-30T16:54:07.531-03:00</updated><title type='text'>Tatyana Prazeres</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8199161696840473652</id><published>2010-03-28T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-03-28T13:56:30.609-03:00</updated><title type='text'>MD Magno</title><content type='html'>"Em última instância, o que importa é que tudo que se faz é no sentido de um poder de gozo ." MD Magno&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8199161696840473652?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8199161696840473652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/03/md-magno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8199161696840473652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8199161696840473652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/03/md-magno.html' title='MD Magno'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-4675812912278544356</id><published>2010-01-08T23:21:00.002-02:00</published><updated>2010-01-08T23:23:52.065-02:00</updated><title type='text'>Meus Amigos -Fernando Pessoa</title><content type='html'>"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-4675812912278544356?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/4675812912278544356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/01/meus-amigos-sao-todos-assim-metade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4675812912278544356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4675812912278544356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/01/meus-amigos-sao-todos-assim-metade.html' title='Meus Amigos -Fernando Pessoa'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-9116486973792745648</id><published>2010-01-08T23:15:00.000-02:00</published><updated>2010-01-08T23:16:35.542-02:00</updated><title type='text'>Feliz Natal e um Próspero Ano Novo -Fernando Pessoa</title><content type='html'>Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior Empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, Esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, Mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, Mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no Recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você. É ter maturidade para falar: "eu errei". É ter ousadia para dizer: "me perdoe". É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você". Ser feliz é ter a capacidade de dizer: "eu te amo". Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você... Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amigo da sabedoria. E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.&lt;br /&gt; Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (Fernando Pessoa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-9116486973792745648?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/9116486973792745648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/01/feliz-natal-e-um-prospero-ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/9116486973792745648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/9116486973792745648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2010/01/feliz-natal-e-um-prospero-ano-novo.html' title='Feliz Natal e um Próspero Ano Novo -Fernando Pessoa'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-3645000088583753757</id><published>2009-12-15T01:35:00.000-02:00</published><updated>2009-12-15T01:36:54.885-02:00</updated><title type='text'>A Última Crônica -Fernando Sabino</title><content type='html'>"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.&lt;br /&gt;Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.&lt;br /&gt;Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.&lt;br /&gt;São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.&lt;br /&gt;Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-3645000088583753757?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/3645000088583753757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/ultima-cronica-fernando-sabino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3645000088583753757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3645000088583753757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/ultima-cronica-fernando-sabino.html' title='A Última Crônica -Fernando Sabino'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1802207437859513467</id><published>2009-12-15T01:30:00.000-02:00</published><updated>2009-12-15T01:31:00.548-02:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo-Rubem Fonseca</title><content type='html'>Vi na televisão que as lojas bacanas estavam vendendo adoidado roupas ricas para as madames vestirem no reveillon. Vi também que as casas de artigos finos para comer e beber tinham vendido todo o estoque.Pereba, vou ter que esperar o dia raiar e apanhar cachaça, galinha morta e farofa dos macumbeiros. Pereba entrou no banheiro e disse, que fedor.Vai mijar noutro lugar, tô sem água.Pereba saiu e foi mijar na escada.Onde você afanou a TV, Pereba perguntou.Afanei, porra nenhuma. Comprei. O recibo está bem em cima dela. Ô Pereba! você pensa que eu sou algum babaquara para ter coisa estarrada no meu cafofo?Tô morrendo de fome, disse Pereba.De manhã a gente enche a barriga com os despachos dos babalaôs, eu disse, só de sacanagem.Não conte comigo, disse Pereba. Lembra-se do Crispim? Deu um bico numa macumba aqui na Borges de Medeiros, a perna ficou preta, cortaram no Miguel Couto e tá ele aí, fudidão, andando de muleta.Pereba sempre foi supersticioso. Eu não. Tenho ginásio, sei ler, escrever e fazer raiz quadrada. Chuto a macumba que quiser.Acendemos uns baseados e ficamos vendo a novela. Merda. Mudamos de canal, prum bang-bang, Outra bosta.As madames granfas tão todas de roupa nova, vão entrar o ano novo dançando com os braços pro alto, já viu como as branquelas dançam? Levantam os braços pro alto, acho que é pra mostrar o sovaco, elas querem mesmo é mostrar a boceta mas não têm culhão e mostram o sovaco. Todas corneiam os maridos. Você sabia que a vida delas é dar a xoxota por aí?Pena que não tão dando pra gente, disse Pereba. Ele falava devagar, gozador, cansado, doente.Pereba, você não tem dentes, é vesgo, preto e pobre, você acha que as madames vão dar pra você? Ô Pereba, o máximo que você pode fazer é tocar uma punheta. Fecha os olhos e manda brasa.Eu queria ser rico, sair da merda em que estava metido! Tanta gente rica e eu fudido.Zequinha entrou na sala, viu Pereba tocando punheta e disse, que é isso Pereba?Michou, michou, assim não é possível, disse Pereba.Por que você não foi para o banheiro descascar sua bronha?, disse Zequinha.No banheiro tá um fedor danado, disse Pereba. Tô sem água.As mulheres aqui do conjunto não estão mais dando?, perguntou Zequinha. Ele tava homenageando uma loura bacana, de vestido de baile e cheia de jóias.Ela tava nua, disse Pereba.Já vi que vocês tão na merda, disse Zequinha.Ele tá querendo comer restos de Iemanjá, disse Pereba.Brincadeira, eu disse. Afinal, eu e Zequinha tínhamos assaltado um supermercado no Leblon, não tinha dado muita grana, mas passamos um tempão em São Paulo na boca do lixo, bebendo e comendo as mulheres. A gente se respeitava.Pra falar a verdade a maré também não tá boa pro meu lado, disse Zequinha. A barra tá pesada. Os homens não tão brincando, viu o que fizeram com o Bom Crioulo? Dezesseis tiros no quengo. Pegaram o Vevé e estrangularam. O Minhoca, porra! O Minhoca! crescemos juntos em Caxias, o cara era tão míope que não enxergava daqui até ali, e também era meio gago - pegaram ele e jogaram dentro do Guandu, todo arrebentado.Pior foi com o Tripé. Tacaram fogo nele. Virou torresmo. Os homens não tão dando sopa, disse Pereba. E frango de macumba eu não como.Depois de amanhã vocês vão ver. Vão ver o que?, perguntou Zequinha.Só tô esperando o Lambreta chegar de São Paulo.Porra, tu tá transando com o Lambreta?, disse Zequinha.As ferramentas dele tão todas aqui.Aqui!?, disse Zequinha. Você tá louco.Eu ri.Quais são os ferros que você tem?, perguntou Zequinha. Uma Thompson lata de goiabada, uma carabina doze, de cano serrado, e duas magnum.Puta que pariu, disse Zequinha. E vocês montados nessa baba tão aqui tocando punheta?Esperando o dia raiar para comer farofa de macumba, disse Pereba. Ele faria sucesso falando daquele jeito na TV, ia matar as pessoas de rir.Fumamos. Esvaziamos uma pitu.Posso ver o material?, disse Zequinha.Descemos pelas escadas, o elevador não funcionava e fomos no apartamento de Dona Candinha. Batemos. A velha abriu a porta.Dona Candinha, boa noite, vim apanhar aquele pacote.O Lambreta já chegou?, disse a preta velha.Já, eu disse, está lá em cima.A velha trouxe o pacote, caminhando com esforço. O peso era demais para ela. Cuidado, meus filhos, ela disse.Subimos pelas escadas e voltamos para o meu apartamento. Abri o pacote. Armei primeiro a lata de goiabada e dei pro Zequinha segurar. Me amarro nessa máquina, tarratátátátá!, disse Zequinha.É antiga mas não falha, eu disse. Zequinha pegou a magnum. Jóia, jóia, ele disse. Depois segurou a doze, colocou a culatra no ombro e disse: ainda dou um tiro com esta belezinha nos peitos de um tira, bem de perto, sabe como é, pra jogar o puto de costas na parede e deixar ele pregado lá.Botamos tudo em cima da mesa e ficamos olhando. Fumamos mais um pouco.Quando é que vocês vão usar o material?, disse Zequinha.Dia 2. Vamos estourar um banco na Penha. O Lambreta quer fazer o primeiro gol do ano. Ele é um cara vaidoso, disse Zequinha.É vaidoso mas merece. Já trabalhou em São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, Niterói, pra não falar aqui no Rio. Mais de trinta bancos.É, mas dizem que ele dá o bozó, disse Zequinha.Não sei se dá, nem tenho peito de perguntar. Pra cima de mim nunca veio com frescuras.Você já viu ele com mulher?, disse Zequinha.Não, nunca vi. Sei lá, pode ser verdade, mas que importa?Homem não deve dar o cu. Ainda mais um cara importante como o Lambreta, disse Zequinha.Cara importante faz o que quer, eu disse.É verdade, disse Zequinha.Ficamos calados, fumando.Os ferros na mão e a gente nada, disse Zequinha.O material é do Lambreta. E aonde é que a gente ia usar ele numa hora destas?Zequinha chupou ar fingindo que tinha coisas entre os dentes. Acho que ele também estava com fome.Eu tava pensando a gente invadir uma casa bacana que tá dando festa. O mulherio tá cheio de jóia e eu tenho um cara que compra tudo que eu levar. E os barbados tão cheios de grana na carteira. Você sabe que tem anel que vale cinco milhas e colar de quinze, nesse intruja que eu conheço? Ele paga na hora.O fumo acabou. A cachaça também. Começou a chover. Lá se foi a tua farofa, disse Pereba.Que casa? Você tem alguma em vista?Não, mas tá cheio de casa de rico por aí. A gente puxa um carro e sai procurando. Coloquei a lata de goiabada numa saca ele feira, junto com a munição. Dei uma magnum pro Pereba, outra pro Zequinha. Prendi a carabina no cinto, o cano para baixo e vesti uma capa. Apanhei três meias de mulher e uma tesoura. Vamos, eu disse.Puxamos um Opala. Seguimos para os lados de São Conrado. Passamos várias casas que não davam pé, ou tavam muito perto da rua ou tinham gente demais. Até que achamos o lugar perfeito. Tinha na frente um jardim grande e a casa ficava lá no fundo, isolada. A gente ouvia barulho de música de carnaval, mas poucas vozes cantando. Botamos as meias na cara. Cortei com a tesoura os buracos dos olhos. Entramos pela porta principal. Eles estavam bebendo e dançando num salão quando viram a gente.É um assalto, gritei bem alto, para abafar o som da vitrola. Se vocês ficarem quietos ninguém se machuca. Você aí, apaga essa porra dessa vitrola!Pereba e Zequinha foram procurar os empregados e vieram com três garções e duas cozinheiras. Deita todo mundo, eu disse.Contei. Eram vinte e cinco pessoas. Todos deitados em silêncio, quietos, como se não estivessem sendo vistos nem vendo nada.Tem mais alguém em casa?, eu perguntei.Minha mãe. Ela está lá em cima no quarto. É uma senhora doente, disse uma mulher toda enfeitada, de vestido longo vermelho. Devia ser a dona da casa.Crianças?Estão em Cabo Frio, com os tios.Gonçalves, vai lá em cima com a gordinha e traz a mãe dela.Gonçalves?, disse Pereba.É você mesmo. Tu não sabe mais o teu nome, ô burro? Pereba pegou a mulher e subiu as escadas.Inocêncio, amarra os barbados.Zequinha amarrou os caras usando cintos, fios de cortinas, fios de telefones, tudo que encontrou.Revistamos os sujeitos. Muito pouca grana. Os putos estavam cheios de cartões de crédito e talões de cheques. Os relógios eram bons, de ouro e platina. Arrancamos as jóias das mulheres. Um bocado de ouro e brilhante. Botamos tudo na saca.Pereba desceu as escadas sozinho.Cadê as mulheres?, eu disse.Engrossaram e eu tive que botar respeito.Subi. A gordinha estava na cama, as roupas rasgadas, a língua de fora. Mortinha. Pra que ficou de flozô e não deu logo? O Pereba tava atrasado. Além de fudida, mal paga. Limpei as jóias. A velha tava no corredor, caída no chão. Também tinha batido as botas. Toda penteada, aquele cabelão armado, pintado de louro, de roupa nova, rosto encarquilhado, esperando o ano novo, mas já tava mais pra lá do que pra cá. Acho que morreu de susto. Arranquei os colares, broches e anéis. Tinha um anel que não saía. Com nojo, molhei de saliva o dedo da velha, mas mesmo assim o anel não saía. Fiquei puto e dei uma dentada, arrancando o dedo dela. Enfiei tudo dentro de uma fronha. O quarto da gordinha tinha as paredes forradas de couro. A banheira era um buraco quadrado grande de mármore branco, enfiado no chão. A parede toda de espelhos. Tudo perfumado. Voltei para o quarto, empurrei a gordinha para o chão, arrumei a colcha de cetim da cama com cuidado, ela ficou lisinha, brilhando. Tirei as calças e caguei em cima da colcha. Foi um alívio, muito legal. Depois limpei o cu na colcha, botei as calças e desci.Vamos comer, eu disse, botando a fronha dentro da saca. Os homens e mulheres no chão estavam todos quietos e encagaçados, como carneirinhos. Para assustar ainda mais eu disse, o puto que se mexer eu estouro os miolos.Então, de repente, um deles disse, calmamente, não se irritem, levem o que quiserem não faremos nada.Fiquei olhando para ele. Usava um lenço de seda colorida em volta do pescoço.Podem também comer e beber à vontade, ele disse.Filha da puta. As bebidas, as comidas, as jóias, o dinheiro, tudo aquilo para eles era migalha. Tinham muito mais no banco. Para eles, nós não passávamos de três moscas no açucareiro.Como é seu nome?Maurício, ele disse.Seu Maurício, o senhor quer se levantar, por favor?Ele se levantou. Desamarrei os braços dele.Muito obrigado, ele disse. Vê-se que o senhor é um homem educado, instruído. Os senhores podem ir embora, que não daremos queixa à polícia. Ele disse isso olhando para os outros, que estavam quietos apavorados no chão, e fazendo um gesto com as mãos abertas, como quem diz, calma minha gente, já levei este bunda suja no papo. Inocêncio, você já acabou de comer? Me traz uma perna de peru dessas aí. Em cima de uma mesa tinha comida que dava para alimentar o presídio inteiro. Comi a perna de peru. Apanhei a carabina doze e carreguei os dois canos.Seu Maurício, quer fazer o favor de chegar perto da parede? Ele se encostou na parede. Encostado não, não, uns dois metros de distância. Mais um pouquinho para cá. Aí. Muito obrigado.Atirei bem no meio do peito dele, esvaziando os dois canos, aquele tremendo trovão. O impacto jogou o cara com força contra a parede. Ele foi escorregando lentamente e ficou sentado no chão. No peito dele tinha um buraco que dava para colocar um panetone.Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma.Tem que ser na madeira, numa porta. Parede não dá, Zequinha disse.Os caras deitados no chão estavam de olhos fechados, nem se mexiam. Não se ouvia nada, a não ser os arrotos do Pereba.Você aí, levante-se, disse Zequinha. O sacana tinha escolhido um cara magrinho, de cabelos compridos.Por favor, o sujeito disse, bem baixinho. Fica de costas para a parede, disse Zequinha. Carreguei os dois canos da doze. Atira você, o coice dela machucou o meu ombro. Apóia bem a culatra senão ela te quebra a clavícula.Vê como esse vai grudar. Zequinha atirou. O cara voou, os pés saíram do chão, foi bonito, como se ele tivesse dado um salto para trás. Bateu com estrondo na porta e ficou ali grudado. Foi pouco tempo, mas o corpo do cara ficou preso pelo chumbo grosso na madeira. Eu não disse? Zequinha esfregou ó ombro dolorido. Esse canhão é foda.Não vais comer uma bacana destas?, perguntou Pereba.Não estou a fim. Tenho nojo dessas mulheres. Tô cagando pra elas. Só como mulher que eu gosto.E você... Inocêncio?Acho que vou papar aquela moreninha.A garota tentou atrapalhar, mas Zequinha deu uns murros nos cornos dela, ela sossegou e ficou quieta, de olhos abertos, olhando para o teto, enquanto era executada no sofá.Vamos embora, eu disse. Enchemos toalhas e fronhas com comidas e objetos.Muito obrigado pela cooperação de todos, eu disse. Ninguém respondeu.Saímos. Entramos no Opala e voltamos para casa.Disse para o Pereba, larga o rodante numa rua deserta de Botafogo, pega um táxi e volta. Eu e Zequinha saltamos.Este edifício está mesmo fudido, disse Zequinha, enquanto subíamos, com o material, pelas escadas imundas e arrebentadas.Fudido mas é Zona Sul, perto da praia. Tás querendo que eu vá morar em Vilópolis? Chegamos lá em cima cansados. Botei as ferramentas no pacote, as jóias e o dinheiro na saca e levei para o apartamento da preta velha.Dona Candinha, eu disse, mostrando a saca, é coisa quente.Pode deixar, meus filhos. Os homens aqui não vêm. Subimos. Coloquei as garrafas e as comidas em cima de uma toalha no chão. Zequinha quis beber e eu não deixei. Vamos esperar o Pereba.Quando o Pereba chegou, eu enchi os copos e disse, que o próximo ano seja melhor. Feliz Ano Novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1802207437859513467?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1802207437859513467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-novo-rubem-fonseca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1802207437859513467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1802207437859513467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-novo-rubem-fonseca.html' title='Feliz Ano Novo-Rubem Fonseca'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-2795097589703467192</id><published>2009-12-15T01:25:00.001-02:00</published><updated>2009-12-15T01:27:29.690-02:00</updated><title type='text'>O Peru de Natal-Mário de Andrade</title><content type='html'>O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":— Bom, no Natal, quero comer peru.Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...— Meu filho, não fale assim...— Pois falo, pronto!E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos", já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:— É louco mesmo!...Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.— Eu que sirvo!"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:— Se lembre de seus manos, Juca!Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.— Só falta seu pai...Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-2795097589703467192?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2795097589703467192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/o-peru-de-natal-mario-de-andrade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2795097589703467192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2795097589703467192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/12/o-peru-de-natal-mario-de-andrade.html' title='O Peru de Natal-Mário de Andrade'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1703632164474610728</id><published>2009-11-23T12:50:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T00:29:36.808-02:00</updated><title type='text'>Receita de Mulher -Vinicius de Moraes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SwqhJzW7t1I/AAAAAAAAAVc/3K7Ec1iGZYs/s1600/Feliz+Anivers%C3%A1rio.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture em tudo isso (ou então que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).&lt;br /&gt;Não há meio-termo possível. É preciso que tudo isso seja belo. É preciso que súbito Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora. É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche no olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas&lt;br /&gt;Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços alguma coisa além da carne: que se os toque como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai dizer-vos que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.&lt;br /&gt;É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas no enlaçar de uma cintura semovente.&lt;br /&gt;Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes. Indispensável que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida a mulher se alteie em cálice, e que seus seios sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca e possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.&lt;br /&gt;Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal! Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas e que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem no entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)&lt;br /&gt;Preferíveis sem dúvida os pescoços longos de forma que a cabeça dê por vezes a impressão de nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior a 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes e de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.&lt;br /&gt;Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos ao abri-los ela não mais estará presente com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá e que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida.&lt;br /&gt;Oh, sobretudo que ele não perca nunca, não importa em que mundo, não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade de pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre o impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina do efêmero; e em sua incalculável imperfeição constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1703632164474610728?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1703632164474610728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/11/receita-de-mulher-vinicius-de-moraes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1703632164474610728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1703632164474610728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/11/receita-de-mulher-vinicius-de-moraes.html' title='Receita de Mulher -Vinicius de Moraes'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-2674378915230694644</id><published>2009-11-23T12:03:00.003-02:00</published><updated>2009-11-23T12:18:01.952-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SwqXAOY7gRI/AAAAAAAAAVU/HGISxwkIlmg/s1600/jornalista+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407300332730155282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SwqXAOY7gRI/AAAAAAAAAVU/HGISxwkIlmg/s320/jornalista+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser Jornalista é ... Ser um mediador privilegiado entre o Estado e a Sociedade , lidar com a opinião pública e , portanto , sua formação inclui e integra atributos indispensáveis , como perspicácia, sensibilidade social,serenidade, modéstia pessoal,competência profissional, sentido ético e espírito crítico . Deve contar ainda com sua capacidade de conciliar pensamento e ação , sendo recomendável que se paute pelo respeito a um humanismo integral , de modo que fortaleça seu espírito,e, se necessário,tenha forcas para resistir a toda sorte de pressões, sobretudo as que forem ilegitimamente exercidas .Nós Jornalista estamos orientados para a defesa do bem comum ,para o respeito e a preservação dos mais altos valores coletivos , entre os quais a paz , a solidariedade e a justiça ;aceitamos a diferença , mas damos combate à desigualdade; apontamos os riscos inerentes às utopias da plena igualdade, porém pedimos que oportunidades iguais sejam a todo asseguradas .O resto é demagogia ;Imprensa Marrom! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-2674378915230694644?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2674378915230694644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/11/ser-jornalista-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2674378915230694644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2674378915230694644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/11/ser-jornalista-e.html' title=''/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SwqXAOY7gRI/AAAAAAAAAVU/HGISxwkIlmg/s72-c/jornalista+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-4204856639004826307</id><published>2009-10-14T22:00:00.001-03:00</published><updated>2009-10-14T22:00:57.985-03:00</updated><title type='text'>Mário Quintana</title><content type='html'>O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-4204856639004826307?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/4204856639004826307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/mario-quintana_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4204856639004826307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4204856639004826307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/mario-quintana_14.html' title='Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1566977889527078539</id><published>2009-10-14T21:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-14T21:59:25.988-03:00</updated><title type='text'>Mário Quintana</title><content type='html'>Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1566977889527078539?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1566977889527078539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1566977889527078539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1566977889527078539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/mario-quintana.html' title='Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1462979590596782414</id><published>2009-10-14T21:52:00.002-03:00</published><updated>2009-10-14T21:54:29.151-03:00</updated><title type='text'>O Auto-Retrato - Mário Quintana</title><content type='html'>No retrato que me faço- traço a traço -às vezes me pinto nuvem,às vezes me pinto árvore...&lt;br /&gt;às vezes me pinto coisasde que nem há mais lembrança...ou coisas que não existemmas que um dia existirão...&lt;br /&gt;e, desta lida, em que busco- pouco a pouco -minha eterna semelhança,&lt;br /&gt;no final, que restará?Um desenho de criança...Corrigido por um louco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1462979590596782414?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1462979590596782414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/o-auto-retrato-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1462979590596782414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1462979590596782414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/o-auto-retrato-mario-quintana.html' title='O Auto-Retrato - Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5517574710669838382</id><published>2009-10-14T21:52:00.001-03:00</published><updated>2009-10-14T21:52:42.768-03:00</updated><title type='text'>Da Discrição -Mário Quintana</title><content type='html'>Não te abras com teu amigoQue ele um outro amigo tem.E o amigo do teu amigoPossui amigos também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5517574710669838382?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5517574710669838382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/da-discricao-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5517574710669838382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5517574710669838382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/da-discricao-mario-quintana.html' title='Da Discrição -Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/dos-milagres-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4196037219009760258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4196037219009760258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/dos-milagres-mario-quintana.html' title='Dos Milagres -Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/das-utopias-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4510153260611610949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4510153260611610949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/das-utopias-mario-quintana.html' title='Das Utopias-Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/da-observacao-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8259763241541507811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8259763241541507811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/da-observacao-mario-quintana.html' title='Da Observação-Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/bilhete-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7718539156294674826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7718539156294674826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/bilhete-mario-quintana.html' title='Bilhete- Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2548447336237368967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/os-degraus-mario-quintana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2548447336237368967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2548447336237368967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/os-degraus-mario-quintana.html' title='Os Degraus -Mário Quintana'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a cerco ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. &lt;br /&gt;O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. &lt;br /&gt;Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcassem aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.&lt;br /&gt;Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha a promessa: "gratificar-se-á generosamente", – ou "receberá uma boa gratificação". Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoutasse.&lt;br /&gt;Cândido Neves, – em família, Candinho, – é a pessoa a quem se liga a história de uma fuga, cedeu à pobreza, quando adquiriu o ofício de pegar escravos fugidos. Tinha um defeito grave esse homem, não agüentava emprego nem ofício, carecia de estabilidade; é o que ele chamava caiporismo. Começou por querer aprender tipografia, mas viu cedo que era preciso algum tempo para compor bem, e ainda assim talvez não ganhasse o bastante; foi o que ele disse a si mesmo. O comércio chamou-lhe a atenção, era carreira boa. Com algum esforço entrou de caixeiro para um armarinho. A obrigação, porém, de atender e servir a todos feria-o na corda do orgulho, e ao cabo de cinco ou seis semanas estava na rua por sua vontade, fiel de cartório, contínuo de uma repartição anexa ao ministério do império, carteiro e outros empregos foram deixados pouco depois de obtidos.&lt;br /&gt;Quando veio a paixão da moça Clara, não tinha ele mais que dívidas, ainda que poucas, porque morava com um primo, entalhador de ofício. Depois de várias tentativas para obter emprego, resolveu adotar o ofício do primo, de que aliás já tomara algumas lições. Não lhe custou apanhar outras, mas, querendo aprender depressa, aprendeu mal. Não fazia obras finas nem complicadas, apenas garras para sofás e relevos comuns para cadeiras. Queria ter em que trabalhar quando casasse, e o casamento não se demorou muito.&lt;br /&gt;Contava trinta anos, Clara vinte e dois. Ela era órfã, morava com uma tia, Mônica, e cosia com ela. Não cosia tanto que não namorasse o seu pouco, mas os namorados apenas queriam matar o tempo; não tinham outro empenho. Passavam às tardes, olhavam muito para ela, ela para eles, até que a noite a fazia recolher para a costura. O que ela notava é que nenhum deles lhe deixava saudades nem lhe acendia desejos. Talvez nem soubesse o nome de muitos. Queria casar, naturalmente. Era, como lhe dizia a tia, um pescar de caniço, a ver se o peixe pegava, mas o peixe passava de longe; algum que parasse, era só para andar à roda da isca, mirá-la, cheirá-la, deixá-la e ir a outras.&lt;br /&gt;O amor traz sobrescritos. Quando a moça viu Cândido Neves, sentiu que era este o possível marido, o marido verdadeiro e único. O encontro deu-se em um baile; tal foi – para lembrar o primeiro ofício do namorado, – tal foi a página inicial daquele livro, que tinha de sair mal composto e pior brochado. O casamento fez-se onze meses depois, e foi a mais bela festa das relações dos noivos. Amigas de Clara, menos por amizade que por inveja, tentaram arredá-la do passo que ia dar. Não negavam a gentileza do noivo, nem o amor que lhe tinha, nem ainda algumas virtudes; diziam que era dado cm demasia a patuscadas.&lt;br /&gt;– Pois ainda bem, replicava a noiva; ao menos, não caso com defunto.&lt;br /&gt;– Não, defunto não; mas é que...&lt;br /&gt;Não diziam o que era. Tia Mônica, depois do casamento, na casa pobre onde eles se foram abrigar, falou-lhes uma vez nos filhos possíveis. Eles queriam um, um só, embora viesse agravar a necessidade.&lt;br /&gt;– Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome, disse a tia à sobrinha.&lt;br /&gt;– Nossa Senhora nos dará de comer, acudiu Clara.&lt;br /&gt;Tia Mônica devia ter-lhes feito a advertência, ou ameaça, quando ele lhe foi pedir a mão da moça; mas também ela era amiga de patuscadas, e o casamento seria uma festa, como foi.&lt;br /&gt;A alegria era comum aos três. O casal ria a propósito de tudo. Os mesmos nomes eram objeto de trocados, Clara, Neves, Cândido; não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço. Ela cosia agora mais, ele saía a empreitadas de uma coisa e outra; não tinha emprego certo.&lt;br /&gt;Nem por isso abriam mão do filho. O filho é que, não sabendo daquele desejo específico, deixava-se estar escondido na eternidade. Um dia, porém, deu sinal de si a criança; varão ou fêmea, era o fruto abençoado que viria trazer ao casal a suspirada ventura. Tia Mônica ficou desorientada, Cândido e Clara riram dos seus sustos.&lt;br /&gt;– Deus nos há de ajudar, titia, insistia a futura mãe.&lt;br /&gt;A notícia correu de vizinha a vizinha. Não houve mais que espreitar a aurora do dia grande. A esposa trabalhava agora com mais vontade, e assim era preciso, uma vez que, além das costuras pagas, tinha de ir fazendo com retalhos o enxoval da criança. À força de pensar nela, vivia já com ela, media-lhe fraldas, cosia-lhe camisas. A porção era escassa os intervalos longos. Tia Mônica ajudava, é certo, ainda que de má vontade.&lt;br /&gt;– Vocês verão a triste vida, suspirava ela.&lt;br /&gt;– Mas as outras crianças não nascem também? perguntou Clara.&lt;br /&gt;– Nascem, e acham sempre alguma coisa certa que comer, ainda que pouco...&lt;br /&gt;– Certa como?&lt;br /&gt;– Cerca, um emprego, um ofício, uma ocupação, mas em que é que o pai dessa infeliz criatura que aí vem, gasta o tempo?&lt;br /&gt;Cândido Neves, logo que soube daquela advertência, foi ter com a tia, não áspero, mas muito menos manso que de costume, e lhe perguntou se já algum dia deixara de comer.&lt;br /&gt;– A senhora ainda não jejuou senão pela semana santa, e isso mesmo quando não quer jantar comigo. Nunca deixamos de ter o nosso bacalhau...&lt;br /&gt;– Bem sei, mas somos três.&lt;br /&gt;– Seremos quatro.&lt;br /&gt;– Não é a mesma coisa.&lt;br /&gt;– Que quer então que eu faça, além do que faço?&lt;br /&gt;– Alguma coisa mais certa. Veja o marceneiro da esquina, o homem do armarinho, o tipógrafo que casou sábado, todos têm um emprego certo... Não fique zangado; não digo que você seja vadio, mas a ocupação que escolheu, é vaga. Você passa semanas sem vintém.&lt;br /&gt;– Sim, mas lá vem uma noite que compensa tudo, até de sobra. Deus não me abandona, e preto fugido sabe que comigo não brinca; quase nenhum resiste, muitos entregam-se logo.&lt;br /&gt;Tinha glória nisto, falava da esperança como de capital seguro. Daí a pouco ria, e fazia rir à tia, que era naturalmente alegre, e previa uma patuscada no batizado.&lt;br /&gt;Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de coisas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre safa sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão.&lt;br /&gt;Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.&lt;br /&gt;Clara não tinha sequer tempo de remendar a roupa do marido, tanta era a necessidade de coser para fora. Tia Mônica ajudava a sobrinha, naturalmente. Quando ele chegava à tarde via-se-lhe pela cara que não trazia vintém. Jantava e saía outra vez, à cata de algum fugido. Já lhe sucedia, ainda que raro, enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que ia a serviço de seu senhor; tal era a cegueira da necessidade. Certa vez capturou um preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu grande soma de murros que lhe deram os parentes do homem.&lt;br /&gt;– É o que lhe faltava! exclamou a tia Mônica, ao vê-lo entrar, e depois de ouvir narrar o equívoco e suas conseqüências. Deixe-se disso, Candinho; procure outra vida, outro emprego.&lt;br /&gt;Cândido quisera efetivamente fazer outra coisa, não pela razão do conselho, mas por simples gosto de trocar de ofício; seria um modo de mudar de pele ou de pessoa. O pior é que não achava à mão negócio que aprendesse depressa.&lt;br /&gt;A natureza ia andando, o feto crescia, até fazer-se pesado à mãe, antes de nascer. Chegou o oitavo mês, mês de angústias e necessidades, menos ainda que o nono, cuja narração dispenso também. Melhor é dizer somente os seus efeitos. Não podiam ser mais amargos.&lt;br /&gt;– Não, tia Mônica! bradou Candinho, recusando um conselho que me custa escrever, quanto mais ao pai ouvi-lo. Isso nunca!&lt;br /&gt;Foi na última semana do derradeiro mês que a tia Mônica deu ao casal o conselho de levar a criança que nascesse à Roda dos enjeitados&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://us.geocities.com/fusaoracial/FR_machado_pai_contra_mae.htm?200914#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Em verdade, não podia haver palavra mais dura de tolerar a dois jovens pais que espreitavam a criança, para beijá-la, guardá-la, vê-la rir, crescer, engordar, pular... Enjeitar quê? enjeitar como? Candinho arregalou os olhos para a tia, e acabou dando um murro na mesa de jantar. A mesa, que era velha e desconjuntada, esteve quase a se desfazer inteiramente. Clara interveio:&lt;br /&gt;– Titia não fala por mal, Candinho.&lt;br /&gt;– Por mal? replicou tia Mônica. Por mal ou por bem, seja o que for, digo que é o melhor que vocês podem fazer. Vocês devem tudo; a carne e o feijão vão faltando. Se não aparecer algum dinheiro, como é que a família há de aumentar? E depois, há tempo; mais tarde, quando o senhor tiver a vida mais segura, os filhos que vierem serão recebidos com o mesmo cuidado que este ou maior. Este será bem criado, sem lhe faltar nada. Pois então a Roda é alguma praia ou monturo? Lá não se mata ninguém, ninguém morre à toa, enquanto que aqui é certo morrer, se viver à míngua. Enfim...&lt;br /&gt;Tia Mônica terminou a frase com um gesto de ombros, deu as costas e foi meter-se na alcova. Tinha já insinuado aquela solução, mas era a primeira vez que o fazia com tal franqueza e calor, – crueldade, se preferes. Clara estendeu a mão ao marido, como a amparar-lhe o ânimo; Cândido Neves fez uma careta, e chamou maluca à tia, em voz baixa. A ternura dos dois foi interrompida por alguém que batia à porta da rua.&lt;br /&gt;– Quem é? perguntou o marido.&lt;br /&gt;– Sou eu.&lt;br /&gt;Era o dono da casa, credor de três meses de aluguel, que vinha em pessoa ameaçar o inquilino. Este quis que ele entrasse.&lt;br /&gt;– Não é preciso...&lt;br /&gt;– Faça favor.&lt;br /&gt;O credor entrou e recusou sentar-se; deitou os olhos à mobília para ver se daria algo à penhora; achou que pouco. Vinha receber os aluguéis vencidos, não podia esperar mais; se dentro de cinco dias não fosse pago, pô-lo-ia na rua. Não havia trabalhado para regalo dos outros. Ao vê-lo, ninguém diria que era proprietário; mas a palavra supria o que faltava ao gesto, e o pobre Cândido Neves preferiu calar a retorquir. Fez uma inclinação de promessa e súplica ao mesmo tempo. O dono da casa não cedeu mais.&lt;br /&gt;– Cinco dias ou rua! repetiu, metendo a mão no ferrolho da porta e saindo.&lt;br /&gt;Candinho saiu por outro lado. Nesses lances não chegava nunca ao desespero, contava com algum empréstimo, não sabia como nem onde, mas contava. Demais, recorreu aos anúncios. Achou vários, alguns já velhos, mas em vão os buscava desde muito. Gastou algumas horas sem proveito, e tornou para casa. Ao fim de quatro dias, não achou recursos; lançou mão de empenhos, foi a pessoas amigas do proprietário, não alcançando mais que a ordem de mudança.&lt;br /&gt;A situação era aguda. Não achavam casa, nem contavam com pessoa que lhes emprestasse alguma; era ir para a rua. Não contavam com a tia. Tia Mônica teve arte de alcançar aposento para os três em casa de uma senhora velha e rica, que lhe prometeu emprestar os quartos baixos da casa, ao fundo da cocheira, para os lados de um pátio. Teve ainda a arte maior de não dizer nada aos dois, para que Cândido Neves, no desespero da crise, começasse por enjeitar o filho e acabasse alcançando algum meio seguro e regular de obter dinheiro; emendar a vida, em suma. Ouvia as queixas de Clara, sem as repetir, é certo, mas sem as consolar. No dia em que fossem obrigados a deixar a casa, fá-los-ia espantar com a notícia do obséquio e iriam dormir melhor do que cuidassem.&lt;br /&gt;Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, e dois dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. “Se você não quer levar, deixe isso comigo; eu vou à rua dos Barbonos.” Cândido Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai levá-lo à Roda na noite seguinte.&lt;br /&gt;Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e escassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e a necessidade dela animaram Cândido Neves a fazer um grande esforço derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela rua e largo da Carioca, rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não achou; apenas um farmacêutico da rua da Ajuda se lembrava de ter vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e agradeceu cortesmente a noticia. Não foi mais feliz com outros fugidos de gratificação incerta ou barata.&lt;br /&gt;Voltou para a triste casa que lhe haviam emprestado. Tia Mônica arranjara de si mesma a dieta para a recente mãe, e tinha já o menino para ser levado à Roda. O pai, não obstante o acordo feito, mal pôde esconder a dor do espetáculo. Não quis comer o que tia Mônica lhe guardara; não tinha fome, disse, e era verdade. Cogitou mil modos de ficar com o filho; nenhum prestava. Não podia esquecer o próprio albergue em que vivia. Consultou a mulher, que se mostrou resignada. Tia Mônica pintara-lhe a criação do menino; seria a maior miséria, podendo suceder que o filho achasse a morte sem recurso. Cândido Neves foi obrigado a cumprir a promessa; pediu à mulher que desse ao filho o resto do leite que ele beberia da mãe. Assim se fez; o pequeno adormeceu, o pai pegou dele, e saiu na direção da rua dos Barbonos.&lt;br /&gt;Que pensasse mais de uma vez em voltar para casa com ele, é certo; não menos certo é que o agasalhava muito, que o beijava, que lhe cobria o rosto preservá-lo do sereno. Ao entrar na rua da Guarda Velha, Cândido Neves começou a afrouxar o passo.&lt;br /&gt;– Hei de entregá-lo o mais tarde que puder, murmurou ele.&lt;br /&gt;Mas não sendo a rua infinita ou sequer longa, viria a acabá-la; foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à rua da Ajuda. Chegou ao fim do beco e, indo a dobrar à direita, na direção do largo da Ajuda, viu do lado oposto um vulto de mulher: era a mulata fugida. Não dou aqui a comoção de Cândido Neves por não podê-lo fazer com a intensidade real. Um adjetivo basta; digamos enorme. Descendo a mulher, desceu ele também.; a poucos passos estava a farmécia onde obtivera a informação, que referi acima. Entrou, achou o farmacêutico, pediu-lhe a fineza de guardar a criança por um instante; viria buscá-la sem falta.&lt;br /&gt;– Mas...&lt;br /&gt;Cândido Neves não lhe deu tempo de dizer nada; saiu rápido, atravessou a rua, até o ponto em que pudesse pegar a mulher sem dar alarma. No extremo da rua, quando ela ia a descer a de S. José, Cândido Neves aproximou-se dela. Era a mesma, era a mulata fujona.&lt;br /&gt;– Arminda! Bradou, conforme a nomeava o anúncio.&lt;br /&gt;Arminda voltou-se sem cuidar malícia. Foi só quando ele, tendo tirado o pedaço de corda da algibeira, pegou dos braços da escrava, que ela compreendeu e quis fugir. Era já impossível. Cândido Neves, com as mãos robustas, atava-lhe os pulsos e dizia que andasse. A escrava quis gritar, parece que chegou a soltar alguma voz mais alta que de costume, mas entendeu logo que ninguém viria libertá-la, ao contrário. Pediu então que a soltasse pelo amor de Deus.&lt;br /&gt;– Estou grávida, meu senhor! exclamou. Se Vossa Senhoria tem algum o filho, peço-lhe por amor dele que me solte; eu serei sua escrava, vou servi-lo pelo tempo que quiser. Me solte, meu senhor moço!&lt;br /&gt;– Siga! repetiu Cândido Neves.&lt;br /&gt;– Me solte!&lt;br /&gt;– Não quero demoras; siga!&lt;br /&gt;Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e ao filho. Quem passava ou estava à porca de uma loja, compreendia o que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoites, – coisa que, no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe mandaria dar açoites.&lt;br /&gt;– Você é que tem culpa. Quem lhe manda fazer filhos e fugir depois? perguntou Cândido Neves.&lt;br /&gt;Não estava em maré  de riso, por causa do filho que lá ficara na farmácia, à espera dele. Também é certo que não costumava dizer grandes coisas. Foi arrastando a escrava pela rua dos Ourives, em direção à Alfândega, onde residia o senhor. Na esquina desta a luta cresceu; a escrava pôs os pés à parede, recuou com grande esforço, inutilmente. O que alcançou foi, apesar de ser a casa próxima, gastar mais tempo em lá chegar do que devera. Chegou, enfim, arrastada, desesperada, arquejando. Ainda ali ajoelhou-se, mas em vão. O senhor estava em casa, acudiu ao chamado e ao rumor.&lt;br /&gt;– Aqui está a fujona, disse Cândido Neves.&lt;br /&gt;– É ela mesma.&lt;br /&gt;– Meu senhor!&lt;br /&gt;– Anda, entra...&lt;br /&gt;Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinqüenta mil-réis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, e após algum tempo de luta a escrava abortou.&lt;br /&gt;O fruto de algum tempo entrou sem vida neste mundo, entre os gemidos da mãe e os gestos de desespero do dono. Cândido Neves viu todo esse espetáculo. Não sabia que horas eram. Quaisquer que fossem, urgia correr à rua da Ajuda, e foi o que ele fez sem querer conhecer as conseqüências do desastre.&lt;br /&gt;Quando lá chegou, viu o farmacêutico sozinho, sem o filho que lhe entregara. Quis esganá-lo. Felizmente, o farmacêutico explicou tudo a tempo; o menino estava lá dentro com a família, e ambos entraram. O pai recebeu o filho com a mesma fúria com que pegara a escrava fujona de há pouco, fúria diversa, naturalmente, fúria de amor. Agradeceu depressa e mal, e saiu às carreiras, não para a Roda dos enjeitados, mas para a casa de empréstimo, com o filho e os cem mil-réis de gratificação. Tia Mônica, ouvida a explicação, perdoou a volta do pequeno, uma vez que trazia os cem mil-réis. Disse, é verdade, algumas palavras duras contra a escrava, por causa do aborto, além da fuga. Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto.&lt;br /&gt;– Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-6590331928956975693?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/6590331928956975693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/pai-contra-mae-machado-de-assis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6590331928956975693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6590331928956975693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/pai-contra-mae-machado-de-assis.html' title='Pai contra Mãe- Machado de Assis'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8685762396714123914</id><published>2009-10-14T00:22:00.001-03:00</published><updated>2009-10-14T00:24:18.554-03:00</updated><title type='text'>O arquivo - Victor Giudice</title><content type='html'>No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.&lt;br /&gt;Prosseguiu a luta.Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.Respirou descompassado.— Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.— Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.O coração parava.— Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.— De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.O corpo era um monte de rugas sorridentes.Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:— Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.O chefe não compreendeu:— Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?A emoção impediu qualquer resposta.joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.&lt;br /&gt;João transformou-se num arquivo de metal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8685762396714123914?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8685762396714123914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/o-arquivo-victor-giudice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8685762396714123914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8685762396714123914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/o-arquivo-victor-giudice.html' title='O arquivo - Victor Giudice'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-207093058267655178</id><published>2009-10-14T00:05:00.000-03:00</published><updated>2009-10-14T00:08:22.423-03:00</updated><title type='text'>Tragédia Brasileira-Manuel Bandeira</title><content type='html'>Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.&lt;br /&gt;Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo o que ela queria.&lt;br /&gt;Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.&lt;br /&gt;Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.&lt;br /&gt;Viveram três anos assim.&lt;br /&gt;Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.&lt;br /&gt;Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...&lt;br /&gt;Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-207093058267655178?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/207093058267655178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/tragedia-brasileira-manuel-bandeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/207093058267655178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/207093058267655178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/10/tragedia-brasileira-manuel-bandeira.html' title='Tragédia Brasileira-Manuel Bandeira'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-4120575387552243541</id><published>2009-07-29T23:22:00.018-03:00</published><updated>2010-07-06T01:02:47.034-03:00</updated><title type='text'>Um Ídolo descansa, nunca morre; de todo fato não podemos descartar a ideia da morte de um ente querido, embora a dor da despedida seja terrivel.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SnEFyYCgV0I/AAAAAAAAATU/fDajnq8iFP0/s1600-h/Michael.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364074994179528514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SnEFyYCgV0I/AAAAAAAAATU/fDajnq8iFP0/s320/Michael.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;''Billie jean is not my lover&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;She"s just a girl who claims that iam the one&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;But the kid is not my son&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;She says iam the one,but the kid is not my son''&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não acreditei quando liguei a TV no dia 25 de junho e, vi a seguinte notícia: Morreu hoje Michael Jackson! Como assim Michael Morreu ? Pessoas como ele não morrem nunca! Michael era Imortal! Seu sucesso alcançou os céus e, sua vida oscilava entre as alturas e o Inferno !Michael Jackson foi , é , e sempre será um ícone de muitas gerações . &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sua morte trouxe uma vazio imenso para pessoas de todo mundo .Afinal ,quem não gostava do Pequeno Michael ! Mito, artista polêmico, celebridade , para muitos era uma espécie de Deus .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram tantos os escândalos , as especulações , as acusações e as transformações em seu corpo ,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que tornou o uma espécie de Lenda Mundial. Talvez , se não existissem tantos fatos bombástico em sua vida , não teriam dado tanta importância à sua morte . Morte essa que se tornou uma própia Odisséia . Todos os meios de comunicação só falavam de um assunto : a morte do Astro ! Fãs enlouquecidos e desolados choravam a sua morte , enquanto os familiares sofriam e enlouqueciam tentando descobrir a causa da morte , com quem ficariam os seus filhos e , para quem ficaria sua fortuna . Algumas questões já foram esclarecidas , como a guarda dos filhos e, com quem ficará o seu dinheiro , mais não a de maior importância : Seria o seu Médico o responsável pela sua morte ? Quem tem culpa no cartório? Enquanto isso, acompanhamos a Epopéia que se tornou a morte de Michael . Se quando vivo vendia milhões de cópias , agora, depois do seu falecimento , as gravadoras estão faturando . Até o próprio pai ,que deveria estar sofrendo muito , tirou proveito da morte do filho para se promover . Por que será que ele não deixou nada para seu pai? Segundo Michael , ele teve um péssimo pai !&lt;br /&gt;Enquanto o seu enterro não chega , que com certeza será maior acontecimento do ano , ficamos com a homenagem em forma de tributo ,que rendeu picos de audiência e muitos dólares para a Indústria Musical .&lt;br /&gt;Fico imaginando como será o enterro do Astro .Talvez , ele até ressuscite , sai cantando Thriller e fazendo o seu famoso Moonwalker . Pela sua grandiosidade , Michael Jackson deveria receber o mesmo tratamento de um Faraó , mas espero sinceramente ,que mais uma ‘’Estrela’’ descanse em paz e , que esta novela tenha um Fim ! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-4120575387552243541?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/4120575387552243541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nao-acreditei-quando-liguei-tv-no-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4120575387552243541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4120575387552243541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nao-acreditei-quando-liguei-tv-no-dia.html' title='Um Ídolo descansa, nunca morre; de todo fato não podemos descartar a ideia da morte de um ente querido, embora a dor da despedida seja terrivel.'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/SnEFyYCgV0I/AAAAAAAAATU/fDajnq8iFP0/s72-c/Michael.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1612199242109912039</id><published>2009-07-28T22:03:00.001-03:00</published><updated>2009-07-28T22:03:44.666-03:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1612199242109912039?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1612199242109912039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fernando-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1612199242109912039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1612199242109912039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-6093142982084055903</id><published>2009-07-28T21:46:00.005-03:00</published><updated>2009-07-28T21:55:22.140-03:00</updated><title type='text'>Entre o Sono e Sonho - Fernado Pessoa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Entre o sono e sonho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Entre mim e o que em mim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;É o quem eu me suponho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Corre um rio sem fim.&lt;br /&gt;Passou por outras margens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Diversas mais além&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Naquelas várias viagens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Que todo o rio tem&lt;br /&gt;Chegou onde hoje habito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;A casa que hoje sou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Passa, se eu me medito;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Se desperto, passou.&lt;br /&gt;E quem me sinto e morre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;No que me liga a mim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Dorme onde o rio corre -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Esse rio sem fim.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-6093142982084055903?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/6093142982084055903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/entre-o-sono-e-sonho-fernado-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6093142982084055903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6093142982084055903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/entre-o-sono-e-sonho-fernado-pessoa.html' title='Entre o Sono e Sonho - Fernado Pessoa'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/3541252302846222470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fernando-pessoa-alvaro-de-campos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3541252302846222470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3541252302846222470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fernando-pessoa-alvaro-de-campos.html' title='Fernando Pessoa- Álvaro de Campos'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-6976838993428399539</id><published>2009-07-28T01:42:00.024-03:00</published><updated>2010-07-06T01:23:32.818-03:00</updated><title type='text'>A Arte de Heitor dos Prazeres ( Meu Bisavô)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6C42Q5DiI/AAAAAAAAASw/k7sThfNiJa0/s1600-h/28.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363368119395487266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6C42Q5DiI/AAAAAAAAASw/k7sThfNiJa0/s320/28.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6Cz1nDZ4I/AAAAAAAAASo/59jvDslmg54/s1600-h/27.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363368033320658818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6Cz1nDZ4I/AAAAAAAAASo/59jvDslmg54/s320/27.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CrK3SzdI/AAAAAAAAASg/TE7W60xkRxU/s1600-h/O+tintureiro+do+bairro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363367884407098834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CrK3SzdI/AAAAAAAAASg/TE7W60xkRxU/s320/O+tintureiro+do+bairro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6Cjr2xnjI/AAAAAAAAASY/C7W9gYpSI1Q/s1600-h/quadro+25.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363367755824340530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6Cjr2xnjI/AAAAAAAAASY/C7W9gYpSI1Q/s320/quadro+25.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CSaPX04I/AAAAAAAAASQ/vKzTQhhac6w/s1600-h/pintura+24.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CL-o43oI/AAAAAAAAASI/08ynaySbAZs/s1600-h/pintura+13.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363367348549508738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CL-o43oI/AAAAAAAAASI/08ynaySbAZs/s320/pintura+13.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1951, na Primeira Bienal de Arte Moderna em São Paulo, recebeu o 3° lugar para artistas nacionais com o quadro Moenda, inspirado nos Trabalhadores Rurais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CEHQ6RDI/AAAAAAAAASA/6FnwSAv4haQ/s1600-h/pintura16.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363367213425902642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6CEHQ6RDI/AAAAAAAAASA/6FnwSAv4haQ/s320/pintura16.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6B5qbpOtI/AAAAAAAAAR4/E_ugHdH2JTU/s1600-h/pintura14.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; DISPLAY: block; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363367033887603410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6B5qbpOtI/AAAAAAAAAR4/E_ugHdH2JTU/s320/pintura14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6B0u2ottI/AAAAAAAAARw/y_oV0rJuV7c/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363366949175211730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6B0u2ottI/AAAAAAAAARw/y_oV0rJuV7c/s320/2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;''O PIERRÔ APAIXONADO &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E A SAMBISTA DA MANGUEIRA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SAUDOSOS, CELEBRAM-TE A NOITE INTEIRA.&lt;br /&gt;NOITES DE FESTA NO RIO.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NOITE DE DANÇAS E CORES.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;EM QUE TEUS PINCÉIS E NOTAS EMBALAM NOSSOS AMORES.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;QUERIDO HEITOR DOS PRAZERES&lt;br /&gt;AS INJUSTIÇAS SOFRIDAS &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;HOJE SE APAGAM. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RELUZA TUA ARTE EM NOSSAS VIDAS''&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;''Um pierrô apaixonado , que vivia só cantando, por causa de uma colombina , acabou chorando , acabou chorando ''.&lt;br /&gt;Exemplo de Simplicidade esta marchinha foi uma das muitas composições do meu Bisavô Heitor dos Prazeres .&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Heitor dos Prazeres nasceu em 2 de Julho de 1898 , entretanto só foi registrado em 23 de setembro do mesmo ano , uma década após a Abolição da Escravatura ,e morreu em 4 de Outubro 1966.&lt;br /&gt;Autodidata , tocava Cavaquinho e Clarinete , desenvolvendo seu próprio método de aprendizado. O samba e a marchinha apareceram depois em consequência das rodas que freqüentava.&lt;br /&gt;Como sambista , seu nome esteve ligado ao surgimento de várias escolas de samba , sendo um dos fundadores da Mangueira.Na década de 20 ,frequentava reuniões na mangueira com Cartola e Paulo da Viola (Paulo da Portela) .Além de der amigo de grandes nomes da MPB como Dalva e Erivelto , Noel Rosa , Cartola , Donga , Pixinguinha , Ismael Silva enre outros banbas.&lt;br /&gt;Sua vida seguia a rotina de qualquer menino da favela . Ora seguia os passos de marceneiro de seu pai, ora vadiava nas ruas do centro entre a Praça Onze e Mangue : região da mais refinada malandragem . Sendo até preso por vadiagem !&lt;br /&gt;Após a morte de sua primeira esposa , começou a pintar para preencher o vazio de sua alma.Tinha memória fotográfica , não precisava estar diante do fato para pintá-lo.Suas telas reproduziam o cotidiano do morro , as mulatas , as brigas , as rodas de sambas , as macumbas .Tudo contado através da Arte Naif , sem retoques e complicações, uma cidade , O Rio , de um povo , o povo Brasileiro.&lt;br /&gt;Morou na Praça Tiradentes , sua casa era frequentada por pessoas atraídas pela sua fama no meio dos Bambas e , pelo conhecimento que tinha dos lugares onde aconteciam os encontros importantes da Cultura Afro Brasileira : Candomblés, Umbandas,Jongadas, Capoeiras e Rodas de Samba. Entre tais freqüentadores , na maioria Universitários , um deles um estudante de Medicina , boêmio e sensível , o famoso Noel Rosa . Frequentava a casa da Tia Ciata na Praça onze onde se reuniam vários sambistas .&lt;br /&gt;O Encontro com a Fama ainda ocorreu em vida , seus quadros estiveram em exposições internacionais e  chamaram a tenção pela ingenuidade como retratara os acontecimentos mais triviais da vida carioca . Dizem que até a rainha da Inglaterra impressionou-se e adquiriu um quadro. A verdade mesmo é que ganhou efetiva projeção no exterior . Em 1943 ganhou o concurso de Música para Carnaval da prefeitura do Distrito Federal com o samba ‘’Mulher de Malandro’’ , gravado por Francisco Alves. Em 1951, na Primeira Bienal de Arte Moderna em São Paulo ,recebeu o 3° lugar para artistas nacionais com o quadro Moenda , inspirado nos Trabalhadores Rurais.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-6976838993428399539?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/6976838993428399539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/arte-do-meu-bisavo-heitor-doz-prazeres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6976838993428399539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6976838993428399539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/arte-do-meu-bisavo-heitor-doz-prazeres.html' title='A Arte de Heitor dos Prazeres ( Meu Bisavô)'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7iojaVoe1PE/Sm6C42Q5DiI/AAAAAAAAASw/k7sThfNiJa0/s72-c/28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-3072484452761967075</id><published>2009-07-28T01:24:00.002-03:00</published><updated>2009-07-28T01:31:00.549-03:00</updated><title type='text'>Chico Buarque-Cotidiano</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia ela faz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Tudo sempre igual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sacode&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Às seis horas da manhã&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sorri um sorriso pontua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;lE me beija com a bocaDe hortelã...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia ela diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Que é pr'eu me cuidar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E essas coisas que diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Toda mulher&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Diz que está me esperando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pro jantar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De café...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia eu só penso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Em poder parar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Meio-dia eu só penso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Em dizer não&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Depois penso na vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Prá levar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me calo com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De feijão...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Seis da tarde&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Como era de se esperar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ela pega&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me espera no portão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Diz que está muito louca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Prá beijar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De paixão...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Toda noite ela diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pr'eu não me afastar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Meia-noite ela jura eterno amor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me aperta pr'eu quase sufocar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me morde com a boca de pavor...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia ela faz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Tudo sempre igual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sacode&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Às seis horas da manhã&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sorri um sorriso pontual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De hortelã...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia ela diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Que é pr'eu me cuidar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E essas coisas que diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Toda mulher&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Diz que está me esperando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pr'o jantar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De café...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia eu só penso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Em poder parar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Meio-dia eu só penso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Em dizer não&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Depois penso na vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Prá levar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me calo com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De feijão...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Seis da tarde&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Como era de se esperar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ela pega&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me espera no portão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Diz que está muito louca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Prá beijar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De paixão...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Toda noite ela diz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pr'eu não me afastar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Meia-noite ela jura eterno amor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me aperta pr'eu quase sufocar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me morde com a boca de pavor...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Todo dia ela faz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Tudo sempre igual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sacode&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Às seis horas da manhã&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Me sorri um sorriso pontual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E me beija com a boca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;De hortelã...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-3072484452761967075?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/3072484452761967075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/chico-buarque-cotidiano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3072484452761967075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3072484452761967075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/chico-buarque-cotidiano.html' title='Chico Buarque-Cotidiano'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5988951905177717291</id><published>2009-07-28T01:18:00.002-03:00</published><updated>2009-07-28T01:24:12.392-03:00</updated><title type='text'>Chico Buarque-Construção</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Amou daquela vez como se fosse a última&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Beijou sua mulher como se fosse a última&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E cada filho seu como se fosse o único&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E atravessou a rua com seu passo tímido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Subiu a construção como se fosse máquina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ergueu no patamar quatro paredes sólidas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Tijolo com tijolo num desenho mágico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Seus olhos embotados de cimento e lágrima&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Sentou pra descansar como se fosse sábado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Dançou e gargalhou como se ouvisse música&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E tropeçou no céu como se fosse um bêbado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E flutuou no ar como se fosse um pássaro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E se acabou no chão feito um pacote flácido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Agonizou no meio do passeio público&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Morreu na contramão atrapalhando o tráfego&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Amou daquela vez como se fosse o último&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Beijou sua mulher como se fosse a única&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E cada filho como se fosse o pródigo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E atravessou a rua com seu passo bêbado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Subiu a construção como se fosse sólido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ergueu no patamar quatro paredes mágicas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Tijolo com tijolo num desenho lógico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Seus olhos embotados de cimento e tráfego&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Sentou pra descansar como se fosse um príncipe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Bebeu e soluçou como se fosse máquina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Dançou e gargalhou como se fosse o próximo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E tropeçou no céu como se ouvisse música&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E flutuou no ar como se fosse sábado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E se acabou no chão feito um pacote tímido&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Agonizou no meio do passeio náufrago&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Morreu na contramão atrapalhando o público&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Amou daquela vez como se fosse máquina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Beijou sua mulher como se fosse lógico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Ergueu no patamar quatro paredes flácidas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Sentou pra descansar como se fosse um pássaro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E flutuou no ar como se fosse um príncipe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E se acabou no chão feito um pacote bêbado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Por me deixar respirar, por me deixar existir,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Deus lhe paguePela cachaça de graça que a gente tem que engolir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Deus lhe paguePela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Deus lhe pague&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5988951905177717291?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5988951905177717291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/chico-buarque-construcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5988951905177717291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5988951905177717291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/chico-buarque-construcao.html' title='Chico Buarque-Construção'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-7900013709294067910</id><published>2009-07-22T20:52:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:52:40.638-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-7900013709294067910?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/7900013709294067910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_2833.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7900013709294067910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7900013709294067910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_2833.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5904353412645110313</id><published>2009-07-22T20:50:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T20:51:23.850-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: — o da imaturidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5904353412645110313?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5904353412645110313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_169.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5904353412645110313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5904353412645110313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_169.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-2423906296581850090</id><published>2009-07-22T20:45:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T20:46:16.381-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-2423906296581850090?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2423906296581850090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_6042.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2423906296581850090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2423906296581850090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_6042.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8471920357278480988</id><published>2009-07-22T20:44:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T20:45:06.797-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;O brasileiro não está preparado para ser "o maior do mundo" em coisa nenhuma. Ser "o maior do mundo" em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8471920357278480988?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8471920357278480988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_8476.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8471920357278480988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8471920357278480988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_8476.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-4181548655589585474</id><published>2009-07-22T20:44:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:44:27.091-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-4181548655589585474?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/4181548655589585474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_1768.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4181548655589585474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4181548655589585474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_1768.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5834115625180949141</id><published>2009-07-22T20:42:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T20:43:11.711-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5834115625180949141?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5834115625180949141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_6925.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5834115625180949141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5834115625180949141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_6925.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-2975622064636942641</id><published>2009-07-22T20:42:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:42:28.510-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-2975622064636942641?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2975622064636942641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_4448.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2975622064636942641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2975622064636942641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues_4448.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5697405232236314043</id><published>2009-07-22T20:25:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:39:23.914-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;  A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5697405232236314043?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5697405232236314043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5697405232236314043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5697405232236314043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/nelson-rodrigues.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8934062965128713271</id><published>2009-07-22T20:23:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:24:40.312-03:00</updated><title type='text'>Luiz Fernando Veríssimo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8934062965128713271?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8934062965128713271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/luiz-fernando-verissimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8934062965128713271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8934062965128713271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/luiz-fernando-verissimo.html' title='Luiz Fernando Veríssimo'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-6533145056630378667</id><published>2009-07-22T20:17:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:21:24.295-03:00</updated><title type='text'>Jornalista-Autor Desconhecido</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;JORNALISTA não fala – informa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não vai à festa – faz cobertura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não acha – tem opinião;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;fofoca&lt;/span&gt; – transmite informações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não pára – pausa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não mente – equivoca-se;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não chora – se emociona;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não some – trabalha em &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;off&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não lê – busca informação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não tem problema – tem situação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não tem amigos – tem muitos &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;contatos&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não briga – debate;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não usa carro – mas sim veículo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não para pra tomar café – dá uma pausa pra atender o celular;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não conversa – entrevista;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não faz lanche – almoça em horário &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;incomum&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não é chato – é crítico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não se confunde – perde a pauta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não se acha – ele já é reconhecido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não influencia – forma opinião;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não conta história – &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;reconstrói&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não omite fatos – edita-os;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não pensa em trabalho – vive o trabalho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não é esquecido – é eternizado pela crítica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNALISTA não morre – coloca um ponto final&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-6533145056630378667?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/6533145056630378667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/jornalista-autor-desconhecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6533145056630378667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/6533145056630378667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/jornalista-autor-desconhecido.html' title='Jornalista-Autor Desconhecido'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-9133627140698379827</id><published>2009-07-22T20:15:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:17:53.641-03:00</updated><title type='text'>Publicitário-Autor Desconhecido</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não come, degusta o produto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não cheira, sente a fragrância.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não toca, examina o design.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não dá a resposta, cria outra pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não conquista, persuade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;.Publicitário não tem destino, tem target.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não ouve barulho, ouve ruído.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não fala, envia mensagem verbal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não procura endereço, procura praça.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não escuta, decodifica a mensagem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não tem idéia, tem brain storm.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não recebe resposta, recebe feedback.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não tem memória, tem repertório.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não lê, decifra o código textual.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não pergunta, faz pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não ouve música, ouve trilha sonora.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não tem lista, tem mailing.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não copia, se inspira.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não vê outdoor, vê mídia exterior.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não dirige, faz test-drive.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;Publicitário não falece, é seu ciclo de vida que chega ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-9133627140698379827?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/9133627140698379827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/publicitario-autor-desconhecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/9133627140698379827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/9133627140698379827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/publicitario-autor-desconhecido.html' title='Publicitário-Autor Desconhecido'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-1947177666893636170</id><published>2009-07-22T20:14:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T20:15:05.778-03:00</updated><title type='text'>Millôr Fernandes</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc66cc;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-1947177666893636170?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/1947177666893636170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/millor-fernandes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1947177666893636170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/1947177666893636170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/millor-fernandes.html' title='Millôr Fernandes'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-2226279615672689104</id><published>2009-07-22T20:11:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:14:06.799-03:00</updated><title type='text'>Ibrahim Seud</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;O jornalista é forte e poderoso não pelo bem que ele faz, mas pelo mal que pode fazer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-2226279615672689104?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/2226279615672689104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/ibrahim-seud.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2226279615672689104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2226279615672689104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/ibrahim-seud.html' title='Ibrahim Seud'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fofoca-cresce-e-noticia-diminuitoda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2479905628670130866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/2479905628670130866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/fofoca-cresce-e-noticia-diminuitoda.html' title='Carpinejar'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-4396533330375541755?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/4396533330375541755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/para-viver-um-grande-amor-e-muito-muito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4396533330375541755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/4396533330375541755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/07/para-viver-um-grande-amor-e-muito-muito.html' title='Vinicius de Moraes'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-7395095325975713885</id><published>2009-06-30T00:11:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T20:02:09.373-03:00</updated><title type='text'>Elanklever</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Minha vida é uma enciclopédia, cada ano um volume, cada dia uma página, cada hora novo texto, cada minuto uma palavra, e a cada segundo entre um sim e um não, muda-se a história."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-7395095325975713885?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/7395095325975713885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/06/elanklever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7395095325975713885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7395095325975713885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/06/elanklever.html' title='Elanklever'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-662521573071046300</id><published>2009-05-25T09:49:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:03:28.716-03:00</updated><title type='text'>Poema de Linha Reta- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,Que tenho sofrido enxovalhos e calado,Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,Para fora da possiblidade do soco;Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?Ó princípes, meus irmãos,&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!Onde há gente no mundo?&lt;br /&gt;Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-662521573071046300?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/662521573071046300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/05/poema-de-linha-reta-alvaro-de-campos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/662521573071046300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/662521573071046300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/05/poema-de-linha-reta-alvaro-de-campos.html' title='Poema de Linha Reta- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-5968326183783125288</id><published>2009-05-25T09:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-22T20:05:19.444-03:00</updated><title type='text'>Trecho do Poema Passagem de Horas- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo, Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo, Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, Seja uma flor ou uma idéia abstrata, Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo. São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores, E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também, Porque ser inferior é diferente de ser superior, E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão. Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter, E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades, E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles, E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens. Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia, Basta que ela exista para que tenha razão de ser. Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido, (No mesmo abraço comovido) O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece, O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Eu que, veloz, voraz, comilão da energia abstrata, Queria comer, beber, esfolar e arranhar o mundo, Eu, que só me contentaria com calcar o universo aos pés, Calcar, calcar, calcar até não sentir. Eu, sinto que ficou fora do que imaginei tudo o que quis, Que embora eu quisesse tudo, tudo me faltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-5968326183783125288?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/5968326183783125288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/05/trecho-do-poema-passagem-de-horas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5968326183783125288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/5968326183783125288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/05/trecho-do-poema-passagem-de-horas.html' title='Trecho do Poema Passagem de Horas- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-3205282897280878041</id><published>2009-03-05T00:23:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T20:06:03.232-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-3205282897280878041?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/3205282897280878041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/acho-velocidade-um-prazer-de-cretinos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3205282897280878041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3205282897280878041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/acho-velocidade-um-prazer-de-cretinos.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-31582199518242854</id><published>2009-03-05T00:20:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:06:44.564-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-31582199518242854?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/31582199518242854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/grande-vaia-e-mil-vezes-mais-forte-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/31582199518242854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/31582199518242854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/grande-vaia-e-mil-vezes-mais-forte-mais.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8002910902101442100</id><published>2009-03-05T00:19:00.004-03:00</published><updated>2009-07-22T20:07:13.096-03:00</updated><title type='text'>Nelson Rodrigues</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Chegou às redações a notícia da minha morte. E os bons colegas trataram de fazer a notícia. Se é verdade o que de mim disseram os necrológios, com a generosa abundância de todos os necrológios, sou de fato um bom sujeito.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8002910902101442100?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8002910902101442100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/chegou-as-redacoes-noticia-da-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8002910902101442100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8002910902101442100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/chegou-as-redacoes-noticia-da-minha.html' title='Nelson Rodrigues'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-8531852907122935223</id><published>2009-03-05T00:18:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:08:22.057-03:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Temos todos duas vidas: A verdadeira, que é a que sonhamos na infância, E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa; A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros, Que é a prática, a útil, Aquela em que acabam por nos meter num caixão" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-8531852907122935223?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/8531852907122935223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/temos-todos-duas-vidas-verdadeira-que-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8531852907122935223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/8531852907122935223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/temos-todos-duas-vidas-verdadeira-que-e.html' title='Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-7156769176933249478</id><published>2009-03-05T00:16:00.001-03:00</published><updated>2009-07-22T20:09:13.049-03:00</updated><title type='text'>Mestre- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Mestre (Álvaro de Campos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre, meu mestre querido! Coração do meu corpo intelectual e inteiro! Vida da origem da minha inspiração! Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?&lt;br /&gt;Não cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada, Alma abstrata e visual até aos ossos, Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre múltiplo, Refúgio das saudades de todos os deuses antigos, Espírito humano da terra materna, Flor acima do dilúvio da inteligência subjetiva...&lt;br /&gt;Mestre, meu mestre! Na angústia sensacionista de todos os dias sentidos, Na mágoa quotidiana das matemáticas de ser, Eu, escravo de tudo como um pó de todos os ventos, Ergo as mãos para ti, que estás longe, tão longe de mim!&lt;br /&gt;Meu mestre e meu guia! A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou, Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente, Natural como um dia mostrando tudo, Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade. Meu coração não aprendeu nada. Meu coração não é nada, Meu coração está perdido. Mestre, só seria como tu se tivesse sido tu. Que triste a grande hora alegre em que primeiro te ouvi! Depois tudo é cansaço neste mundo subjetivado, Tudo é esforço neste mundo onde se querem coisas, Tudo é mentira neste mundo onde se pensam coisas, Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente. Depois, tenho sido como um mendigo deixado ao relento Pela indiferença de toda a vila. Depois, tenho sido como as ervas arrancadas, Deixadas aos molhos em alinhamentos sem sentido. Depois, tenho sido eu, sim eu, por minha desgraça, E eu, por minha desgraça, não sou eu nem outro nem ninguém. Depois, mas por que é que ensinaste a clareza da vista, Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara? Por que é que me chamaste para o alto dos montes Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar? Por que é que me deste a tua alma se eu não sabia que fazer dela Como quem está carregado de ouro num deserto, Ou canta com voz divina entre ruínas? Por que é que me acordaste para a sensação e a nova alma, Se eu não saberei sentir, se a minha alma é de sempre a minha?&lt;br /&gt;Prouvera ao Deus ignoto que eu ficasse sempre aquele Poeta decadente, estupidamente pretensioso, Que poderia ao menos vir a agradar, E não surgisse em mim a pavorosa ciência de ver. Para que me tornaste eu? Deixasses-me ser humano!&lt;br /&gt;Feliz o homem marçano Que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada, Que tem a sua vida usual, Para quem o prazer é prazer e o recreio é recreio, Que dorme sono, Que come comida, Que bebe bebida, e por isso tem alegria.&lt;br /&gt;A calma que tinhas, deste-ma, e foi-me inquietação. Libertaste-me, mas o destino humano é ser escravo. Acordaste-me, mas o sentido de ser humano é dormir.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-7156769176933249478?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/7156769176933249478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/mestre-alvaro-de-campos-mestre-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7156769176933249478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/7156769176933249478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/03/mestre-alvaro-de-campos-mestre-meu.html' title='Mestre- Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1857275887963066022.post-3299495515072704993</id><published>2009-02-17T23:44:00.002-03:00</published><updated>2009-07-22T20:09:54.447-03:00</updated><title type='text'>Vinicius de Moraes</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1857275887963066022-3299495515072704993?l=tatyanaprazeres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/feeds/3299495515072704993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/02/para-viver-um-grande-amor-perfeito-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3299495515072704993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1857275887963066022/posts/default/3299495515072704993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatyanaprazeres.blogspot.com/2009/02/para-viver-um-grande-amor-perfeito-nao.html' title='Vinicius de Moraes'/><author><name>Tatyana Prazeres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15400780971768420262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-LCLjG3dNir4/TWJi6fh361I/AAAAAAAAAZg/zpUKK-smSZg/s220/mami%2Be%2Bbebe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
